domingo, 1 de junho de 2008

Nadismo, vide a mim!!!

Hoje entrei aqui e constatei que minha última postagem ocorreu no dia dez de maio e isso me fez pensar em como o tempo é cada vez menor pra dar conta das coisas que tenho e quero fazer.
Isso me lembra de como fiquei perplexa ao ler os textos dos meus alunos no qual eles descrevem um dia normal de suas vidas que se resume, segundo o que escreveram, em: levantar, trabalhar, ir pra escola e dormir. Não há nos seus relatos descrições de momentos de conversa com o pai, com os amigos, com namorados ou com os professores. Se esse momentos existem não foram relatados, o que leva à conclusão de que são coisas pouco importantes que não mereceram registro nem na redação escolar.
Vivemos um tempo de relações superficiais, de conversar superficiais, de pessoas superficias que se escondem e escondem as suas verdades com medo de se mostrarem como relamente são. E a principal desculpa pra não visitar um amigo, não sentar com o pai, a mãe, os filhos, os amigos e ter aquele papo gostoso é a falta de tempo.
Estamos muito focados ( palavra do momento) em sobreviver e deixamos de viver. Precisamos ganhar dinheiro, estudar, ser o melhor e isso nos consome de tal maneira que não aproveitamos as coisas simples da vida.
Vi ontem na Tv uma matéria sobre um movimento chamado "Nadismo"em que pessoas se reúnem para ficar em silêncio, de papo pro ar, sem fazer absolutamente nada. É claro que o corpo pode ficar lá parado durante quarenta e cinco minutos, a boca fechada, os olhos cerrados, mas o cérebro esse não pára. Esse está sempre em movimento e com certeza muita coisa vai acontecer após esses momento de "nadismo", o que acabará sendo muito produtivo e frustrando os que vendem a idéia do "não fazer nada".
E por sermos seres naturalmente produtivos, devemos ser resilientes (outra palavra do momento) e buscar aproveitar nosso tempo, aprimorando as relações interpessoais e individuais, fazendo tudo que precisamos para viver bem, com saúde física, mental e emocional.

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