domingo, 13 de abril de 2008

Última Geração

A minha geração é a geração que presenciou o surgimento da tecnologia. É a geração que sonhou com os super-heróis em preto e branco, ingênuos e que de repente se viu envolvido pelo mundo da tecnologia, tomando conta de tudo e de todos.

Hoje alguém digita um número e lá está você, sua vida; fatos que você nem lembra mais que viveu são de domínio público, já que o privado e o público estão distante só até o momento em que alguém faz uma boa oferta pelo seu "cadastro".

E então, nós, os que ajudaram a construir esta realidade aí estamos, tentando nos manter atualizados; tentando evitar o "mico" que é o menininho de 8 anos te dizendo" Ei Profe aperta o play, ele tá ali ó logo à esquerda...".

E por mais que estudemos, que tenhamos lido todos os grandes filósofos, saibamos conjugar os verbos regulares e irregulares, façamos os cálculos mais mirabolantes apenas mentalmente, nos atrapalhamos com esse mundo que se renova a cada dia e que faz o consumismo ferver dentro de cada jovem que se sente diminuído se não tiver a "última geração"a sua mão.

Mas o pior é que a "última geração" já está sendo superada pela próxima "última geração" no momento em que o menino vê com olhos gulosos e coração alvoroçado o primeiro comercial desse maravilhosos ser de "última geração".

Assim cabe a nós, educadores, nesse redemoinho da evolução tecnológica, onde os chips parecem ditar as regras, apresentar as crianças e jovens a essência humana, aquela que nos faz criaturas-criadoras, capazes de inventar coisas tão magníficas, que de tão magníficas parecem poder nos substitur, o que é impossível, já que a essência humana é única no universo e por ser única, é insubstituível.

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