sábado, 26 de abril de 2008

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Blogaveta

O Blog é a gaveta da era moderna. É nele que as pessoas estão guardando suas receitas, fotos, poesias, textos, histórias, dores, alegrias...
Uma gaveta que de vez em quando alguém abre, dá uma espiada e vai embora. Ás vezes levando alguma coisa que lhe poderá ser útil quem sabe lá no "seu" blog.
O blog é público, mas é privado.
A gaveta é privada, mas pode se tornar pública, dependendo do que foi guardado tão cuidadosamente e de quem guardou.
No blog os segredos podem a vir à tona a qualquer momento, pois a pessoa escreve achando que seu codinome e sua senha a protegem,mas aí vem alguém e... pronto! Tudo revelado.

Nas gavetas eles perduram por mais tempo. Mas também acontece de serem descobertos.
Muitas obras literárias e histórias grandiosas foram encontradas perdidas em gavetas.
Muita gente escreve nos seus blogs com a esperança de ser descoberto como um grande escritor.

Mas as gavetas ainda são mais confiáveis, pois mesmo que não sejam abertas durante décadas seu conteúdo aí permanecerá, já o blog não. Ele tem data de validade. Precisa de acesso, senão vem um deus dos blogs e apaga tudo o que foi escrito, criado, copiado, enfeitado e o pior é que ninguém sabe com quem reclamar e pedir tudo o que era "seu" de volta.

De saco cheio

Estar de saco cheio!!! Esta expressão deixa qualquer um que a ouça, literalmente de saco cheio.
Afinal o que ela representa? Que você não está mais agüentando determinada situação ou pessoa.
O que fazer então? Ninguém sabe, pois se soubessem não haveria tanto estresse, tanta depressão.
Alguns procuram a terapia.... mas um belo dia descobrem que... estão de saco cheio.
Outros usam a cervejinha no final do dia ou o papo com os amigos para fugir da maldição. Até que ... estão de saco cheio.
Viver é isso: estar de saco cheio e aí procurar alguma coisa que o salve por um tempo até que você perceba que a rotina tomou conta da sua vida, que você está trabalhando demais, que você está cansado de tanto trabalhar e resolver problemas dos outros...
Mesmo assim e apesar de tudo isso ninguém quer morrer, pois morrer é a maneira definitiva de deixar de ter o saco cheio e de encher o do outro. Então vamos viver um dia de cada vez, superando as dificuldades, tendo paciência, errando, acertando e convivendo com... o saco cheio.

domingo, 13 de abril de 2008

Última Geração

A minha geração é a geração que presenciou o surgimento da tecnologia. É a geração que sonhou com os super-heróis em preto e branco, ingênuos e que de repente se viu envolvido pelo mundo da tecnologia, tomando conta de tudo e de todos.

Hoje alguém digita um número e lá está você, sua vida; fatos que você nem lembra mais que viveu são de domínio público, já que o privado e o público estão distante só até o momento em que alguém faz uma boa oferta pelo seu "cadastro".

E então, nós, os que ajudaram a construir esta realidade aí estamos, tentando nos manter atualizados; tentando evitar o "mico" que é o menininho de 8 anos te dizendo" Ei Profe aperta o play, ele tá ali ó logo à esquerda...".

E por mais que estudemos, que tenhamos lido todos os grandes filósofos, saibamos conjugar os verbos regulares e irregulares, façamos os cálculos mais mirabolantes apenas mentalmente, nos atrapalhamos com esse mundo que se renova a cada dia e que faz o consumismo ferver dentro de cada jovem que se sente diminuído se não tiver a "última geração"a sua mão.

Mas o pior é que a "última geração" já está sendo superada pela próxima "última geração" no momento em que o menino vê com olhos gulosos e coração alvoroçado o primeiro comercial desse maravilhosos ser de "última geração".

Assim cabe a nós, educadores, nesse redemoinho da evolução tecnológica, onde os chips parecem ditar as regras, apresentar as crianças e jovens a essência humana, aquela que nos faz criaturas-criadoras, capazes de inventar coisas tão magníficas, que de tão magníficas parecem poder nos substitur, o que é impossível, já que a essência humana é única no universo e por ser única, é insubstituível.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Descobertas





É noite.


A lua cheia brilha no céu.






O menino corre pela calçada.


Pára, olha o céu.


Volta a correr.


Cabelos ao vento,


Olhos enormes.


O coração acelerado.




O menino pára.


Anda em círculos,


Os olhos enormes ,


Erguidos para o céu.




O menino, só interrogação.


Agarra a mão da mãe


Ansioso pergunta


- Mãe por que a lua tá me seguindo?